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No Porto de Pernambuco, a Porta para Nova York"
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No Porto de Pernambuco, a Porta para Nova York"

O evento "No Porto de Pernambuco, a Porta para Nova York", que se realizará a partir quarta-feira na cidade norte-americana, será aberto com uma exposição de documentos raros, mapas e narrações registradas em 1654, confirmando uma afetiva ligação do Recife com a origem do mais imponente complexo urbano e centro econômico e cultural dos EUA. Assinala, sobretudo, a saga dos 23 judeus - a maioria crianças - que embarcaram rumo ao norte, após a capitulação e rendição formal dos holandeses diante das tropas pernambucanas, último capítulo do projeto de colonização empreendido pela Companhia das Índias Ocidentais. No mesmo ano de 1654, o pequeno grupo aportava em Nova Amsterdã, formando a primeira comunidade judaica da América do Norte. Era como se estivesse cumprindo um destino reservado a pioneiros. Afinal deixava no Recife a primeira sinagoga erguida no Novo Mundo e os primeiros sinais de liberalização das práticas religiosas, diferente da opressão colonizadora inquisitória da Península Ibérica. O resgate de toda essa história constitui também um grande desafio, porque envolve um projeto orçado em 300 mil dólares e desperta mais um enfoque de grande potencial para os empresários do turismo cultural receptivo de Nova York. Esse capítulo, pouco conhecido inclusive pela comunidade brasileira será narrado, sob várias formas e mídias, a mais de 6 milhões de judeus e de muitas raças que vivem hoje nos EUA, acrescentando imagens e referências - inéditas para a maioria - sobre a formação da cidade.
O projeto foi idealizado pelo Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, com direção geral da historiadora e antropóloga Tânia Kaufman, e está sendo desenvolvido em parceria também pelo governo do estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham). A idéia é criar uma aliança capaz de estimular intercâmbios culturais e de novos negócios particularmente entre Recife e Nova York. E também mostrar a contribuição histórica e cultural a Nova York da primeira comunidade judaica das Américas, fixada no Recife com a chegada dos holandeses 1630 e 1654. Várias expressões artísticas e linguagens estão sendo exploradas, incluindo obras de arte, tecnologia virtual, filmes e o lançamento internacional do livro "Passos Perdidos, História Recuperada - A Presença Judaica em Pernambuco", da própria Tânia Kaufman.
O evento mostrará detalhes da presença dos Cristãos Novos em Pernambuco desde o século XVI, com ênfase no período do açúcar, que muito contribuiu para o desenvolvimento econômico do período. Serão expostos achados arqueológicos encontrados nas escavações do interior da Sinagoga Kahal Zur Israel, tijolos holandeses, objetos utilizados nos engenhos da época, além dos produtos desenvolvidos, como rapadura e açúcar, preciosidades disputadas pelo mercado europeu da época. A arquiteta Janete Costa criou peças especiais relacionadas com o tema da exposição.
Depois dos Estados Unidos, a mostra segue para o Canadá e, em seguida, para Los Angeles. A exposição oferece ainda o ambiente multimídia, com um passeio virtual pelo interior do prédio da primeira Sinagoga das Américas, situada na Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife Antigo, e que hoje abriga o Centro Cultural Judaico de Pernambuco. O passeio será "guiado" por um personagem em três dimensões, desenvolvido pelo grupo IdeiaImagem e inspirado no pesquisador Daniel Breda, que faz parte da equipe do Arquivo Histórico Judaico.
Apresentará também uma visita virtual guiada, em vídeo e recursos 3D, mostrando o circuito do roteiro cultural judaico em Pernambuco. "Além da aproximação entre Recife e Nova York, atraindo novos interesses econômicos e turísticos, a exposição vai levar conhecimento histórico sobre essa relação tão próxima entre as duas comunidades", comemora Tânia Kaufman.
 

Fonte: JORNAL ALEF

Ano 4    •    Edição 669   •    Dia 06 de setembro de 2004   

 

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