Make your own free website on Tripod.com
Primeira Mão - Notícias
Pagando Para Veicular Anti-Semitismo
Home | Links | Circuncição | A ética no judaísmo | Citações da Bíblia e do Talmud | As 95 Teses de Lutero | 613 Mandamentos Judaicos | Homenagem ao Rabino | Membros da Primeira Sinagoga das Americas | Genealogia Judaico-Brasileira | Israel Somente Quando Interessa | Pagando Para Veicular Anti-Semitismo | Foi assim que tudo começou! | Foi assim que tudo começou! | No Porto de Pernambuco, a Porta para Nova York"

Pagando Para Veicular Anti-Semitismo


O que haveria por trás de Gilson Gondim e seu ódio infinito contra os judeus e Israel? Após sua demissão do Jornal da Paraíba por conta do exacerbado anti-semitismo exibido em sua última coluna, o articulista reaparece em uma matéria paga (nossas fontes em João Pessoa afirmaram que o setor onde foi publicado o texto de Gondim somente é usado para publicidade e matéria paga) no jornal Correio da Paraíba. As suas acusações anteriores, ele acrescenta agora as de censura e de ser perseguido pela embaixada de Israel no Brasil, mentindo escandalosamente sobre a forma como foi mandando embora do JP. Com isto, até levanta suspeitas de que não esteja agindo sozinho e seja apenas um "laranja" de algum grupamento e de interesses maiores.

Este comentário foi indicado por Martinho Faustino Xavier Júnior
e Luciano da Cunha OLiveira


O título do novo panfleto político de Gondim é "Sou a Mais Nova Vítima do Nazi-Fascismo Israelense". Além de uma peça de ódio puro, o autor não deixa por menos, e aproveita para louvar seu ego ao máximo. Ele realmente acredita no alto da sua falta de humildade que sua opinião abalou o Estado de Israel ao ponto de pedirem sua cabeça. Cria uma história ridícula de um telefonema da embaixada de Israel, que teria pedido sua cabeça ao Jornal do Paraíba, quando todos os nossos leitores acompanharam aqui nos últimos comentários o que realmente aconteceu: o que houve foi uma reação popular ao seu artigo cheio de preconceitos e racismo, que obrigaram a redação do JP a tomar uma atitude mais drástica contra Gondim.

Em se tratando de matéria paga, o conteúdo dela não foi colocado no site do jornal (quem sabe a quantidade monetária não cobria este serviço) e portanto, para não deixar nossos leitores sem vê-la, a scaneamos e aqui está a própria:



Embora não acreditando que o telefonema da embaixada de Israel tenha ocorrido, e sabendo que as causas que levaram a demissão de Gondim foram outras, cabe ressaltar que seria absolutamente justo e natural que a embaixada assim procedesse. A democracia, que Gondim quer solapar, deu o direito a qualquer pessoa que se sinta atacada por injúrias e difamações, como as lançadas pelo autor, a protestar contra aqueles que a publicaram. Daria direito também a um processo, e dos bons. Mas a coisa ficou leve e no campo das idéias. Mesmo que tal telefonema tivesse ocorrido, e que este tivesse sido o motivo da sua demissão, Gondim ainda assim teria que agradecer. Em seu texto, conclamando ao extermínio de um povo todo, havia material para coisa muita forte que isso.

Na continuação, o autor apela para o anti-judaísmo religioso, que notem, nada tem a ver com o conflito, para tentar isolar Israel e aqueles que nutrem simpatia pelo país. Diz ser este o tema de seu último artigo publicado em seu site. Indaga o porque da adoração de grupos cristãos pelos judeus, se estes não aceitaram Jesus e o consideram um falso messias, enquanto deveriam estar aliados com os muçulmanos, que o consideram um profeta.

Na arte de manipulação, Gondim é um gênio. Sem dúvida. Ele não mencionou várias coisas, a saber:

- Em Israel, as três grandes religiões convivem em paz, o culto é livre e o acesso aos locais santos também. Isso não acontece no mundo árabe.

- Jesus não era muçulmano, nem sequer era cristão, já que o cristianismo e o catolicismo, como sua primeira corrente, surgiram como uma dissidência do judaísmo após a morte de Jesus. Jesus nasceu, viveu e morreu como JUDEU. Ao ser anti-semita e odiar os judeus, o anti-semita esta odiando Jesus também. Fato importante sempre de ser lembrado.

- Os judeus tem pleno direito de liberdade religiosa. Podem, pela sua crença, não acreditarem que Jesus era o Messias. Isso não exclui o respeito, a convivência e a tolerância com quem acredita que ele o é, ou seja as vertentes religiosas cristãs. E o inverso também deveria ser verdadeiro, e o é, pelos bons cristãos, que aceitam os judeus pelo que são, os respeitando em seu direito religioso e convivendo com eles em um espaço de aceitação mútua. O que Gondim quer destruir, é mais um pilar da democracia: a tolerância e a aceitação do diferente.

- Para o extremismo islâmico, fonte do Hizbullah, do Hamas, da Al-Qaeda e de todos os grupos terroristas que tem mandado homens-bomba realizarem atentados em todos os cantos do mundo - não só em Israel - todo "infiél" é um inimigo. Isso inclui cristãos em geral, que eles consideram "cruzados" e "inquisidores". Todos são potenciais vítimas, incluindo, quer queira, quer não, o sr. Gilson Gondim. Ou ele acha que por por mel na boca dos terroristas, vai escapar da explosão de uma bomba da cruzada islâmica?


Será que estes são motivos o suficiente para que muitos bons cristãos se coloquem ao lado de Israel, além de acreditar na justiça da sua causa? Acho que sim , não Sr. Gondim? Você não acha?

Mas vejam vocês, meus caros leitores, que a leitura tosca da realidade atual por parte do panfletista travestido de jornalista, consegue ser superada por sua leitura da bíblia:

"Além do mais, indo um pouco além, os judeus não têm nenhum direito histórico àquela terra, que, segundo a Bíblia, pertencia aos cananeus, expulsos de lá após vários massacres cometidos pelos judeus, sempre segundo a Bíblia. Em segundo lugar, nos tempos bíblicos os judeus nunca ocuparam o litoral da Palestina".

Primeiro, o contínuo e insistente uso da palavra massacre. A bíblia não relata "massacres", mas sim relata choques e guerras entre cananeus e judeus, o que é bem diferente. E muitas vezes os judeus perderam também e sofreram agressões e humilhações dos povos da região.

Mas mais impressionante que isso, é ele dizer que os judeus não tem nenhum direito histórico a Terra. Ah, não? E o que seriam as falas de D-us a Abrahão e a Moisés lhe prometendo a Terra e inclusive desenhando as fronteiras da mesma? O que seria a compra do terreno de Hebron e da região circunvizinha por Abrahão? Isto não está na bíblia? Que bíblia Gondim andou lendo? Se, como diz o autor, SEGUNDO A BÍBLIA A TERRA ERA DOS CANANEUS, também SEGUNDO ESTA MESMA BÍBLIA, D-us ordenou o povo de Israel a ir e conquistar a Terra. Ou ele se define ou é um paranóico. Ou acredita em tudo como um documento histórico válido, onde ambas as informações coexistem, ou então não acredita em NADA, pois se algo é mentiroso, tudo pode ser então. Ficar no meio termo, é MANIPULAÇÃO E DISTORÇÃO DA REALIDADE, QUE NOS MOSTRA ATÉ ONDE VAI A DESONESTIDADE INTELECTUAL DO AUTOR.

Finalizando este ponto, vale dizer que o autor tem razão em uma coisa: os judeus nunca ocuparam o litoral da Palestina, já que não existia Palestina alguma lá. Este foi o nome dado aos romanos depois da expulsão dos judeus. A fronteira da Judéia e do reino de Israel sim abarcava o litoral. Inclusive, o personagem bíblico Sansão nasceu em Gaza, e lá teve suas brigas com filisteus (e não palestinos).

Por fim, Gondim retoma as falácias contra Israel, das quais vale apenas destacar algumas coisas a se acrescentar ao que já foi dito nos outro comentário:

- Ele chama Israel de racista, único país até bem pouco tempo, onde árabes conseguiam votar e serem votados e onde têm todos os seus direitos civis assegurados, inclusive, como já dito acima, a liberdade de culto. Mas não chama de racistas, países árabes ao redor, onde judeus NÃO PODEM VIVER E ONDE CRISTÃOS TEM APENAS LIBERDADE RELATIVA.

- Ele diz que quando os judeus se instalaram em Israel, milhões de árabes foram expulsos de suas casas. Isso não é verdade. Centenas de milhares de árabes abandonaram Israel, alguns por vontade própria, outros por que realmente em consequência da guerra, CONVOCADA E ORGANIZADA POR SEIS EXÉRCITOS ARABES CONJUNTOS QUE INVADIRAM ISRAEL PARA LHE DESTRUIR, acabaram sendo expulsos. Milhões são os descendentes destes, jamais absorvidos pelas nações vizinhas de "irmãos", como Israel fez com seus judeus, estes sim expulsos dos países árabes, por PURA VINGANÇA E A TROCO DE NADA, como do Irã por exemplo, e que até hoje não receberam indenização alguma por conta de todos os bens perdidos neste ato cruel.

- Ao chamar Israel de ladrão de terra, para justificar este conflito, ele justamente da a razão porque ele é injustificavél. Pois o HIZBULLAH NÃO TEM NENHUMA REINVINDICAÇÃO DE TERRA SOBRE ISRAEL, JÁ QUE O PAÍS NÃO OCUPAVA NENHUMA REGIÃO DO LÍBANO, E NADA FEZ CONTRA O GRUPO RADICAL MUÇULMANO INSTALADO ALÉM DA SUA FRONTEIRA NORTE. Israel nunca expulsou ninguém que seja do Hizbullah e não há as desculpas de sempre para este ato insano da guerrilha terrorista.

- Gondim diz: "Para completar, Israel vem tomando aos poucos, por meio de assentamentos ilegais perante a lei internacional, o pouco de terra que resta aos palestinos sob ocupação: Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza".

Estranho, eu achei que Israel tivesse se retirado totalmente da Faixa de Gaza. Será que Gondim não sabe disso? Será que é tão desinformado ao ponto? Ou foi proposital mesmo?


- Ele aponta a morte de crianças, mulheres e civis no Líbano e diz que isso é um ato de vingança israelense, condenado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não conta que o Hizbullah, a quem ele chama de bravo ( e eu, pelas razões que vou expor a seguir, de covardes) se escondeu entre civis, conforme atestou inclusive a ONU, que não é uma organização pró-Israel, causando estas mortes. Pela CONVENÇÃO DE GENEBRA, QUE NOVAMENTE CONVENIENTEMENTE ELE OMITIU, o Hizbullah e não Israel é o responsável por estas mortes, e portanto não se tratou de punição coletiva alguma, mas sim de atos legítimos de guerra. Se o Líbano quisesse ter evitado estas mortes, que desalojasse o Hizbullah destas regiões desamente povoadas, de onde o grupo, que não dá o mínimo valor a vida humana, atirava seus mísseis contra Israel.

- Novamente ele apela para dizer que Israel recebe dinheiro dos EUA, e diz que o país só se sustenta por conta disso. Não conta que até a década de 70, Israel não recebia um dólar dos EUA e nos anos críticos se sustentou sozinho. Também não diz que Arabia Saudita, Jordania, Egito, Autoridade palestina, Turquia e outros países da região também recebem altos somas americanas. Lapso de memória?

Em sua última frase, ele diz: "Encerro com um aviso aos adoradores do Estado de Israel: só me calam se me matarem! Mandem Israel bombardear as imediações do aeroclube de João Pessoa."

Caro Gondim, mas perdoe Israel. O país não fará isso. E explico porque: Israel é uma democracia, e não um grupo terrorista. Quando Israel vê que a mmídia lhe é injusta, protesta, entra com ações na ONU e etc..., os judeus, quando vêem erros na mídia, anti-semitismo, protestam, escrevem aos veículos, criam sites como o nosso para analisar, debater e criticar. Quem mata, faz arrastão, queima prédios por conta de textos e charges publicadas são os extremistas islâmicos. Como os do Hizbullah. Como aqueles que você defende em sua sanha cega e anti-semita. Para você, ponto final

Para o Correio da Paraíba: que papelzinho lamentável, hem? Dar guarida a um anti-semita ignorante como Gilson Gondim após sua expulsão de um jornal concorrente, justamente por transformar um texto em panfleto sindicalista, abusando dos termos anti-semitas e das manifestações de ódio? O dinheiro compra tudo agora? Por dinheiro, pode se publicar qualquer peça preconceituosa em seu jornal? O dinheiro também vai cobrir as despesas do processo? Vocês sabiam, que pela lei de imprensa, o jornal que publica um texto destes, com ataques flagrantes aos judeus, de forma racista, é tão responsável pelo seu conteúdo, quanto o autor destas medíocres linhas?

Será que vocês terão a dignidade do seu concorrente de assumir o erro e se corrigir, ou vão continuar a compactuar com um criminoso (sim ser racista no Brasil é crime) como Gilson Gondim, que usou as páginas de seu veículo para espalhar ódio e intolerância?

Vocês serão cobrados e espero que estejam a altura de responder. De tipos como Gondim não se pode esperar mais nada. Mas de vocês sim, se ainda querem que seu jornal seja levado a sério.





E-mails:




Correio da Paraíba:
redacao@correiodaparaiba.com.br



Gilson Gondim: gilsongondimm@yahoo.com.br





Para quem for escrever ao veículo, importante informar os seguintes dados, caso queiram se dirigir a alguém: O Diretor Geral é o Sr. José Fernandes; o Superintendente é o Sr. Alexandre Jubert; a Diretora executiva é a Sra. Beatriz Ribeiro e a Editora geral é a Sra. Lena Guimarães. Apenas os e-mails não estavam disponíveis na Internet, a não ser este da redação. Mas entrando no site, é possível se mandar diretamente de lá uma mensagem aos responsáveis pelo veículo.






Obs: Para escrever para algum órgão de imprensa, recomendamos que você sempre inclua seus dados pessoais, como nome completo, e-mail, RG e endereço completo, para ter mais chance de sua carta ser publicada.



Link para artigo original:
  • http://www.correiodaparaiba.com.br/index2.php
  • Comentários dos Leitores(4)

    Enter content here

    Enter supporting content here